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domingo, 5 de dezembro de 2010

Dor no parto - sofrimento ou necessidade?


Artigo publicado em revista médica levanta a discussão: a dor no parto deve ser abolida, diminuída ou intocada? A dor não é natural?

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.53 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2007



Dor do parto - sofrimento ou necessidade?


Rodrigo Ruano; Cecília Prohaska; Ana Luiza Tavares; Marcelo Zugaib


O parto está historicamente relacionado ao mito de ser algo intolerável e muito doloroso fisicamente. Sendo assim, suportá-lo é quase um sinônimo de "dar à luz". Uma mulher sabe disto desde muito jovem, e espera que o parto seja permeado pela dor para que, posteriormente, o alívio venha junto ao prazer da chegada do filho.

A dor do parto tem um aspecto importante e diferenciado de acordo com cada sociedade, uma vez que é influenciada por fatores biológicos, culturais, socioeconômicos e emocionais. Por vezes, ela é vista pelas mulheres como o marco inicial da maternidade e como o "preço a ser pago" por esta, que poderia ficar "quase esquecido" após receber o prêmio: ter o filho nos braços. No imaginário de algumas mulheres, a boa mãe é aquela que sofreu ao dar à luz a seus filhos, a fim de cumprir seu papel. Sendo assim, poderíamos ter a hipótese de que este seria um fator motivador, ao ponto que a dor não fosse causa impeditiva à procriação, o que permitiu a postergação da espécie.

Por outro lado, o medo de sentir dor é muito difundido pelas mulheres nos dias atuais. Em algumas, a dor do parto é bastante intensa, sofrida, desgastante e aterrorizante, o que as faz tentar driblar esta dor optando pela analgesia e cesárea, que poderiam aliviar o sofrimento. Com isto, a cesariana tornou-se freqüentemente solicitada e praticada na obstetrícia moderna, o que, para muitos, acarretou em um problema de saúde coletiva.

Recentemente, o parto vaginal sem dor passou a ser difundido pelo mundo. A parturiente é submetida a bloqueios regionais (peridural ou duplo-bloqueio) desde o início das contrações dolorosas. O interessante é que, como conseqüência ao grande desenvolvimento médico para que fosse sanado o sofrimento das pacientes, observa-se que, hoje, muitas destas têm se negado à analgesia, procurando um "parto natural", um "parto com dor". Retrocesso? Ou seria a angústia de não realizar o "verdadeiro papel da maternidade"? Além disso, muitas comentam que, ao retirar as dores, observam dificuldades na realização adequada dos puxos durante o período expulsivo.

Considerando estes fatos, seria importante entender o significado das expectativas e experiências referentes ao momento do parto para cada paciente. Para algumas, a dor do parto significa sofrimento, e a analgesia a salvação. Para outras, por outro lado, significa a "verdadeira maternidade". Assim, seria interessante que a equipe multidisciplinar envolvida no parto, ao se utilizar da analgesia e da cesariana, considerasse a individualidade de cada paciente e não tomasse determinada conduta como rotineira, uma vez que cada parturiente está permeada por sua visão específica do mundo, o que poderá marcar aquele momento especial de s ua história para sempre, tanto positivamente como negativamente.

REFERÊNCIAS
1. Bezerra MGA, Cardoso MVLML, Fatores culturais que interferenas experiências das mulheres durante o trabalho de parto e parto. Rev Latinoam Enfermagem. 2006;14(3):414-21.
2. Costa R, Figueiredo B, Pacheco A, Pais A. Parto: expectativas, experiências, dor e satisfação. Psicol Saúde Doenças. 2003;4:(1):47-67.
3. Domingues RMSM, Santos EM, Leal MC Aspectos da satisfação das mulheres com a assistência ao parto: contribuição para o debate Cad Saúde Pública. 2004;20(Supl 1):S5-62.

Alívio da dor no parto


As típicas dores de parto são fundamentalmente provocadas pelas contrações uterinas, já que o estiramento das fibras musculares do útero costuma proporcionar o aparecimento de dor, de distinta intensidade consoante o caso: se para algumas mulheres a dor é praticamente inexistente, para outras é apenas moderada, enquanto que para outras, ain- da, é muito violenta e intolerável. Neste sentido, deve-se ter em conta que, como a percepção da dor costuma ser proporcionada por fatores de natureza psicológica, nos quais o medo e a ansiedade desempenham um papel essencial, uma boa preparação para o parto, baseada numa adequada informação e na realização de técnicas de relaxamento ou outros métodos específicos, faz com que, em muitos casos, se possa minimizar a dor ou torná-la perfeitamente suportável, assumindo mesmo uma sensação positiva que indica uma disposição para o iminente nascimento do filho. Embora seja difícil avaliar a eficácia destes métodos, na medida em que, como o seu objectivo é reduzir o grau de ansiedade da mulher, podem sempre surgir dores intensas apesar das técnicas de relaxamento mais adequadas. Actualmente, não se considera razoável que as mulheres tenham que resistir estoicamente a dores muito intensas que, embora não sejam insuportáveis, transformam a experiência do parto num grande sofrimento, sobretudo quando existem vários métodos, perfeitamente inofensivos tanto para a mãe como para o bebé, que lhes permitem viver plenamente este acontecimento excepcional.
Em suma, embora se possa declinar a aplicação de algum método de alívio de dor quando o parto decorre sem complicações, normalmente não existem motivos que justifiquem a sua rejeição.
MÉTODOS
Existem vários métodos disponíveis para aliviar a dor ao longo do parto, cada um com as suas vantagens e limitações. Pode-se diminuir as dores consequentes do parto através da administração de medicamentos analgésicos, que reduzem as dores, ou com técnicas de anestesia, que eliminam a sensibilidade geral ou a de uma parte do corpo.
Analgesia e anestesia geral. Pode-se eliminar a dor através da utilização de vários tipos de medicamentos analgésicos, narcóticos e tranquilizantes administrados por várias vias. Caso sejam administrados por via oral e, caso sejam administrados através de inalações antes de cada contracção, podem provocar sonolência, mas não perda de consciência, provocando uma total perda de consciência quando são administrados por via endovenosa.
O principal inconveniente destes métodos consiste no fato de os medicamentos utilizados atravessarem a barreira placentária e alcançarem  à circulação fetal, o que pode proporcionar efeitos indesejáveis sobre o recém-nascido. Todavia, como os equipamentos modernos atualmente utilizados conseguem reduzir estes problemas de forma notória, podem ser considerados seguros. Para além disso, a anestesia geral é, dado o seu efeito imediato, a técnica preferida para situações de urgência.
Anestesia regional. A anestesia regional baseia-se na utilização de produtos anestésicos cuja especial forma de administração insensibiliza uma parte do corpo, eliminando a dor e, como não afeta a consciência, permite que a mulher viva totalmente a experiência do parto.
O método atualmente mais utilizado corresponde à anestesia epidural, através da qual se elimina a sensibilidade da parte inferior do corpo, incluindo a região abdominal. Caso seja corretamente administrada, esta técnica, embora tenha os seus inconvenientes, não costuma diminuir as contrações do útero, nunca altera o nível de consciência e não prejudica o feto, podendo ser prolongada o tempo que for necessário.
As outras técnicas de anestesia regional baseiam-se no bloqueio dos nervos encarregues da transmissão da sensibilidade dolorosa proveniente do útero através da injeção de fármacos nas proximidades do seu percurso. O principal inconveniente destas técnicas é o fato de apenas conseguirem eliminar a dor em determinadas fases do parto.
Anestesia local. Neste caso, os produtos anestésicos atuam sobre os nervos do períneo, eliminando as dores das contracções. Caso não se tenham utilizado os métodos anteriores, esta técnica pode ser utilizada ao longo do momento da expulsão, sendo utilizada, sobretudo, para reparar eventuais rupturas da zona ou para suturar a episiotomia, uma incisão (episiotomia) muitas vezes efetuada na zona da vulva precisamente para prevenir rupturas.

Em breve, métodos terapêuticos cognitivos e comportamentais para o manejo da Dor no Parto.

ACUPUNTURA SUPERA ASPIRINA NO TRATAMENTO PARA DOR DE CABEÇA



Uma revisão de estudos que envolveu quase 4.000 pacientes com enxaqueca, cefaléia tensional e outras formas de dor de cabeça crônica, realizado pela Duke University, mostrou que 62% dos pacientes relataram alívio da dor de cabeça com acupuntura em comparação com 45% das pessoas que fizeram uso de medicamentos. 
"A acupuntura está se tornando uma opção favorável para uma variedade de propósitos, que vão desde melhorar a fertilidade à redução da dor pós-operatória, porque as pessoas experimentam significativamente menos efeitos colaterais e pode ser economicamente mais viável do que outras opções", afirma Dr. Tong Joo Gan, que liderou o estudo. Ele afirma que esta análise reforça que a acupuntura também é uma forma bem sucedida para o alívio de dores crônicas.
O trabalho publicado na Anesthesia and Analgesia, afirma que 53% dos pacientes que receberam acupuntura foram ajudados, em comparação com 45% que recebem a terapia simulada envolvendo agulhas inseridas em pontos falsos.
Eles descobriram ser necessário, em média, 5 ou 6 visitas para se obter o alívio da dor.
Outros estudos têm mostrado que a acupuntura ajuda a aliviar a dor em pacientes que foram submetidos à cirurgia para câncer de cabeça e pescoço. Pode aliviar as ondas de calor e outros sintomas da menopausa e, também, reduzir a náusea induzida por quimioterapia.
Referência:
Sun Y, Gan TJ. Acupuncture for the management of chronic headache: a systematic review. Anesth Analg. 2008 107(6):2038-47.

Extraído do Blog centromedicodacoluna.blogspot.com 

Em Fortaleza você encontra avaliação e tratamento especializado em Acupuntura e Terapia de ponto gatilho no Centro Médico da Coluna Vertebral.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Resultado de Enquete sobre Cefaléia.

Nossa enquete mostrou que os 84% dos participantes teve um episódio de cefaléia nos últimos 7 dias. Isso demonstra que tal sintoma é muito frequente na população e merece avaliação específica. Se tal sintoma é frequente e recorrente o auxílio médico especializado deve ser procurado, evitando sempre a automedicação e o diagnóstico tardio de condições mórbidas pontencialmente prejudiciais à saúde.