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segunda-feira, 4 de abril de 2011

FIBROMIALGIA - Estudo aponta os benefícios da Eletroacupuntura

Pacientes com Fibromialgia sofrem com dores musculoesqueléticas difusas e sintomas constitucionais como fadiga, distúrbios do sono, vertigem e desconforto abdominal. O diagnóstico é essencialmente clínico através da detecção de pontos dolorosos de localização pré-determinada – Tender Points. Apesar da extensa pesquisa sobre a Síndrome sua causa permanece obscura.

Diariamente um grande número de pessoas é referido a centros de tratamento especializado, diagnosticados previamente como portadores de Síndrome Fibromiálgica pelos critérios do colégio Americano de Reumatologia (que determina a necessidade da caracterização de pelo menos 11 dos 18 Tender Points nestes indivíduos). Isto representa um relevante problema sanitário, social e econômico. Desta forma a busca de tratamentos comprovadamente eficazes para Fibromialgia representa uma prioridade para diversos setores da sociedade.

Não há um tratamento específico e diferentes abordagens levam constantemente a resultados frustrantes tanto para médicos como para os pacientes. Estes últimos muitas vezes procuram a “medicina alternativa” e neste contexto se apresentam a Acupuntura.

NOTA – a Acupuntura nem sempre é praticada por médicos habilitados, e nestes casos podem causar prejuízo a pacientes que apenas procuram o alívio de suas condições clínicas e melhor qualidade de vida.

Efeitos fisiológicos objetivos já foram extensivamente registrados ao uso da acupuntura associada eletroestimulação (Eletroacupuntura).

Em experimentos controlados é a observada a inibição dos imputs nociceptivos (estímulos dolorosos) em vários níveis do sistema nervoso central. Em outros campos a Eletroacupuntura é eficaz na Odontalgia, Alodínea e Dor Neuropática. Contudo, o potencial da Eletroacupuntura no tratamento da Fibromialgia ainda representa um vasto campo de possibilidades.

Neste cenário, diversos estudos científicos são desenvolvidos por instituições de pesquisa em todo mundo. Como por exemplo, o estudo que apresentamos na presente epígrafe.

Desenvolvido na Divisão de Medicina Física e Reabilitação do Hospital Universitário de Genebra, o estudo realizado por Vischer et al comparou o uso da Eletroacupuntura com outro procedimento placebo (Sham Acupuntura) em 70 pacientes distribuídos de forma randômica, durante três semanas, em um total de seis procedimentos.

O estudo excluiu portadores de doenças severas concomitantes, em tratamento com opióides ou anticoagulantes, portadores de neuropatia periférica, discrasias sanguíneas, distúrbios da fala ou tratamento prévio pela acupuntura.

Os pacientes selecionados continuaram seus tratamentos habituais e foram avaliados através de parâmetros como a dosagem de analgésicos em uso, Escala Análogo Visual de Dor, Qualidade do Sono, Score de Dor regional, Frequência da Dor, Rigidez/Dolorimento matinal e outros.

Os resultados evidenciaram melhora de sete dos oito parâmetros de avaliação nos pacientes que foram submetidos à Eletroacupuntura, enquanto nenhuma melhora foi observada nos pacientes que receberam o procedimento plabeco. Havendo assim diferenças significativas em cinco dos oito parâmetros continuaram a ser observadas no grupo que recebeu a Eletroacupuntura mesmo após o término do tratamento.

O estudo conclui que a Eletroacupuntura é efetiva no alívio dos sintomas Fibromiálgicos e que seu potencial como tratamento em longo prazo deve ser avaliado.

Nota – Os procedimentos deste estudo foram realizados por médicos habilitados, em ambientes devidamente regulamentados. Desaconselhamos a busca pela Acupuntura/Eletroacupuntura sem a supervisão médica em face do potencial risco à saúde dos pacientes.

Electroacupuncture in fibromyalgia: results of a controlled trial
Vischer et al

Abstract

Objective-To determine the efficacy of electroacupuncture
in patients with fibromyalgia, a
syndrome of unknown origin causing diffuse musculoskeletal
pain.
Design-Three weeks' randomised study with
blinded patients and evaluating physician.
Setting-University divisions of physical medicine
and rehabilitation and rheumatology, Geneva.
Patients-70 patients (54 women) referred to the
division for fibromyalgia as defined by the American
College ofRheumatology.
Interventions-Patients were randomised to
electroacupuncture (n=36) or a sham procedure
(n= 34) by means ofan electronic numbers generator.
Main outcome measures-Pain threshold, number
of analgesic tablets used, regional pain score, pain
recorded on visual analogue scale, sleep quality,
morning stiffness, and patient's and evaluating
physician's appreciation.
Results-Seven of the eight outcome parameters
showed a significant improvement in the active
treatment group whereas none were improved in the
sham treatment group. Differences between the
groups were significant for five of the eight outcome
measures after treatment.
Conclusions-Electroacupuncture is effective in
relieving symptoms of fibromyalgia. Its potential in
long term management should now be studied.

BMJ,1992;305:1249-52

terça-feira, 22 de março de 2011

Dor Crônica e Abuso Interpessoal Prévio.


Estudo comparativo do NIH revela que a prevalência de Abuso Interpessoal em pacientes tratados com opióides para Dor Crônica é significativa e pode ajudar a compreender melhor a saúde física e mental dos mesmos.

Mais de 1000 pacientes tratados com opióides para dor crônica por 235 clínicos e médicos de família de Winsconsin (EUA) foram avaliados em busca de histórico pessoal de abuso emocional, físico e sexual.

Os diagnósticos mais comuns encontrados foram, lombalgia, cefaléia, fibromialgia, dor miofascial e artrite.

47% das mulheres e 22% dos homens referiram histórico de abusos físicos.

35% das mulheres e 10% dos homens relataram histórico de abuso sexual. 

O estudo aponta ainda que mulheres caucasianas entre 31 e 50 anos, com sintomas psiquiátricos e histórico de tentativa suicidas tem maior prevalência de dor crônica.

Concluindo, o abuso prévio está presente tanto no histórico de homens quanto no de mulheres portadores de dor crônica. Há um maior incidência de tentativas suicidas nestas situações. Portanto, rastrear o histórico pessoal de abusos prévios às síndromes álgicas crônicas deve ser sempre considerado, sendo uma importante ferramenta para a compreensão das condições de saúde destes pacientes.

Prevalence of interpersonal abuse in primary care patients prescribed opioids for chronic pain.
Author(s): Balousek S; Plane MB; Fleming M Fonte: J Gen Intern Med; 22(9): 1268-73, 2007 Sep.

Interpersonal abuse is associated with clinical problems including chronic pain disorders.The objective of this study is to describe 30-day and lifetime prevalence of emotional, physical, and sexual abuse found in men and women prescribed opioids for chronic pain.Cross-sectional interview is the design of this study.Patients, 1,009, currently prescribed opioids for chronic noncancer pain. They were recruited from the practices of 235 Family Physicians and Internists in Wisconsin. The most common pain diagnoses were arthritis, low back pain, headache, and fibromyalgia/myofascial pain.Data for this secondary analysis on rates of interpersonal abuse were based on 3 questions from the Addiction Severity Index (ASI) regarding 30-day and lifetime emotional, physical, and sexual abuse.Forty-seven percent of women and 22% of men reported a history of lifetime physical abuse. Thirty -five percent of women and 10% of men reported lifetime sexual abuse. Binary logistic regression identified the following variables associated with lifetime physical abuse: female gender (RR 2.81, CI 2.01-3.94), age 31-50 (RR1.77, CI 1.30-2.41), Caucasian (RR1.67, CI 1.19-2.35), increased psychiatric symptoms as measured by the ASI (RR 2.14, CI 1.56-2.94), and lifetime suicide attempts (RR 3.98, CI 2.76-5.74).This study reports prevalence of abuse in both men and women prescribed opioids for chronic pain in primary care settings. Subjects who report experiencing interpersonal abuse also report significantly higher rates of suicide attempts and score higher on the ASI psychiatric scale. Screening patients taking opioids for chronic pain for interpersonal abuse may lead to a better understanding of contributors to their physical and mental health.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Qual a importância do Diagnóstico Cinesiológico Funcional?


A evolução da profissão de fisioterapeuta no Brasil é evidente em todas as áreas em que a mesma se propõe atuar. As técnicas e protocolos são cada vez mais específicos e com grande embasamento acadêmico e principalmente com evidências clínicas e científicas.
As grandes áreas de excelência da Fisioterapia: NEUROMUSCULAR, MUSCULOESQUELÉTICA, CARDIOPULMONAR E INTERTEGUMENTAR são exploradas de forma exaustiva no dia-a-dia deste profissional de saúde.
A formação acadêmica também tem atingido êxito, com diretrizes curriculares que unem o conhecimento teórico ao prático e dando ao aluno oportunidade de discutir e descobrir as várias faces da práxis assistencial da Fisioterapia.
Um item muito importante nesse processo e nesse sucesso é o Diagnóstico Cinesiológico Funcional- DCF, ferramenta imprescindível para qualquer profissional que busque resolutividade nas suas ações frente aos pacientes.
O DCF permite ao fisioterapeuta ampliar seus horizontes de raciocínio clínico, mostra ao profissional uma gama de possibilidades intervencionistas e principalmente aumenta sua resolutividade clínica e minimiza a probabilidade de erro terapêutico.
Um outro quesito relevante é que o DCF é exclusivo da Fisioterapia, usa conceitos semiológicos e semiotécnicos próprios e terminologia apropriada para definição dos distúrbios cinéticos e sinérgicos funcionais.
 Como exemplo disso podemos falar de uma situação muito comum na prática da Fisioterapia: um paciente que apresenta uma pneumonia por infecção é visto pelo médico como um doente pulmonar, onde a infecção será combatida através de antibióticos. Mas, o fisioterapeuta  observa o paciente por outra ótica, a preocupação do fisioterapeuta está mais relacionada com a biomecânica e biofísica respiratória. O complexo caixa torácica /pulmão é trabalhado de maneira técnica pelas condutas que visam manter a ventilação e o gasto energético de forma otimizada.
Para isso o DCF não é a pneumonia....e sim a alteração ou alterações pneumofuncionais deste paciente e que muitas vezes podem não ter relação alguma com a doença de base.
A doença não é o principal foco de atenção do fisioterapeuta, o diagnóstico nosológico também não. O DCF tem uma complexidade grande e precisa ser elaborado em todas as situações clínicas.
Dr. Wiron Correia Lima, PT;EDFCR

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

SAIBA QUAIS SÃO AS DORES QUE MAIS INCOMODAM AS MULHERES!


A Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED) alerta para o fato de que muitas dores são tratadas de forma equivocada e que não é necessário conviver com elas.

Neste ano, a campanha da SBED fará alertas à população quanto aos avanços nos tratamentos das dores, e entre as principais dores estão as dores em mulheres.

Veja neste artigo feito com orientação da SBED, e publicado em revista leiga, quais são as principais dores femininas, suas causas e seus modernos tratamentos.

O Centro Médico da Coluna Vertebral, em Fortaleza, tem além de atuação em todos os casos de tratamento clínico ou cirúrgico dos problemas da coluna, um serviço especializado em dores na população feminina, com tratamentos específicos de dores miofasciais, dores da coluna e dores pélvicas, além de vérias dores de cabeça que têm origem na coluna cervical. Nosso corpo clínico está preparado para estas especificdades da saúde da mulher.

Centro Médico da Coluna Vertebral

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